quarta-feira, 10 de março de 2010

My mind's a fucking time machine


Na minha cabeça, daqui a dois dias e daqui a duas décadas é a mesma coisa. Mesmíssima. Vai passar um tempo que eu não vou sentir, vai chegar o tal dia e eu ainda vou estar com a mesma porra de lista de pendências. Ler tudo que eu comprei, tentar escrever um pouco que seja todo dia, cumprir prazos e estudar antes do dia anterior, e outras coisas menos usuais de se "esquecer" de fazer. Entre aspas, porque exceto umas coisas de menor importância, sempre fica aquela note to self mental, e eu não faço por não estar com vontade, preferir fazer outra coisa. Ou simplesmente por só lembrar de fazer algo durante uma maldita aula de matemática da qual não posso sair ou coisa parecida. No meu tempo, eu estarei formada em poucas semanas (salvo as horas de aulas mortalmente chatas ou provas aparentemente impossíveis), e não em oito/nove meses. E o show dos meus amigos nessa sexta-feira não é essa sexta-feira, mas uma outra qualquer, daqui a muito tempo.

Exceto em casos de dívida monetária, eu sou completamente perdida. Olho no calendário por pura formalidade.

Seria muito bom poder ter meu próprio horário, mas taí algo que só vai acontecer se eu nascer de novo, como um inseto.

Até lá, eu vou prender um quadro de avisos no meu quarto com todos meus compromissos, e tentar passar por ele de vez em quando, pra ver se pelo menos dessa vez, eu posso dizer que tenho o mínimo de responsabilidade. Sei lá, pode acontecer de eu me convencer disso a ponto de virar verdade, né.